O tempo do Self

Vivemos o tempo do Self. Nunca o ser humano esteve tão autocentrado.

É esse o significado da palavra em inglês Self quando antecede outras: Auto.

Self-awareness, Self-esteem, Self-control, Self-acceptance significam autoconsciência, autoestima, autocontrole, autoaceitação, respectivamente.

Todas elas são fontes de poder pessoal porque conectam o ser humano ao seu interior.

Ocorre que não é o que vemos em abundância por aí. Isso porque apenas 2 vogais, “i” e “e”, diminuem grande parte da potência do Self

Vivemos a ditadura da Selfie, em que a aparência precede a essência.

Selfie conecta o ser humano ao seu exterior. E por mais que uma embalagem diga muito sobre o conteúdo que embrulha, ela nunca conseguirá transmitir toda sua essência.

Olhe para um prédio. O que faz uma construção sólida não são suas janelas, mas sua fundação e estrutura que não se veem de fora. 

Temos olhado demais as janelas uns dos outros, ao invés de manter em cheque fundação e estrutura próprias.

O momento que vivemos no Brasil pede RESILIÊNCIA.

Em recente passagem pelo Rio de Janeiro, David Baker, professor da “School of Life” de Londres, deu um workshop sobre essa valiosa habilidade comportamental em tempos de constantes mudanças e incertezas.

Sabe o que nos faz enfraquecer a habilidade de Resiliência? A (falta de) disposição para mudança.

Sabe qual é o principal ingrediente para lidar com a mudança?AUTOACEITAÇÃO.

No momento que aceitamos como somos, tendo consciência dos próprios pontos fortes e paciência com nossas imperfeições, é que estamos preparados para dar o primeiro passo ou continuar avançando apesar de circunstâncias adversas.

Para confirmar o ponto acima, recorde o tempo em que estava aprendendo a andar de bicicleta. O seu pai ou sua mãe (ou quem tenha lhe ensinado) tinha plena consciência das suas limitações, mas tinha confiança maior ainda na sua capacidade de usar força e equilíbrio.

Começaram lhe dando o apoio de “rodinhas”, mas num processo de mudança bem conduzido foram lhe impondo maiores dificuldades para uso crescente de sua força e equilíbrio. Certamente, após alguns bons tombos, você aprendeu! 

De um ser que caminhava com duas pernas, você evoluiu para alguém que andava sobre duas rodas. E repare que alguns anos antes, você só engatinhava. Que mudança!

Imagine se você tivesse desistido no primeiro tombo? Ainda bem que pai e mãe no papel de coach não o permitiram!

Como está sua Resiliência hoje? É ela que nos faz superar ou nos recuperar de situações difíceis, de dar a volta por cima e entrar nos eixos outra vez.

A Resiliência depende da saúde do seu Self mais do que a imagem da sua Selfie.

Para maior autoconsciência, autoestima, autocontrole, autoconfiança, olhe seus “posts” internos, esses que não são publicados nas redes sociais. Dê-se muitos “likes”. Isso é AUTOACEITAÇÃO.

Assim, a mudança será um agradável passeio de bicicleta. E que venha o “joelho ralado”, porque o barato mesmo vai ser curtir o “vento na cara”.

Desejamos um Resiliente início de 2otrimestre!

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