Os últimos 3 anos

Nessas últimas 2 semanas me dediquei a fazer um balanço dos últimos 3 anos.

Em abril de 2015, tomei uma decisão de me lançar na carreira de coach. Não foi uma decisão de momento, de conveniência, ou daquelas que se volta atrás com facilidade se a mesma se prova desvantajosa. Foi uma decisão difícil, que envolveu dizer sim para uma realidade (incerta) e não para outra (previsível). E tinha consequências tanto para mim quanto para minha família; daí ter envolvido minha esposa em todo o processo de decisão.

Garantias de sucesso? Poucas. Confiança do meio (mercado) que me lançava?  A conquistar. Falta de entendimento das pessoas próximas? Muita.

Assim me lancei na nova carreira, tendo uma certeza: estava seguindo o meu propósito.

Não, essa não é uma história com início, meio e, de final feliz, com uma fórmula campeã ao final para todos seguirem. Não acredito nelas!

É uma história em construção. Mas, há algumas lições valiosas que gostaria de compartilhar com aquelas pessoas que também estão empreendendo suas carreiras.

1 – Comece, mesmo sem estar pronto

Essa foi uma dica valiosa de um empreendedor que admiro que domina como poucos a arte de avançar mesmo num ambiente de incertezas. Entre adquirir conhecimento, desenvolver habilidades para então se lançar, experimente se lançar e adquirir conhecimento e desenvolver habilidades no caminho. Acredite! A percepção de não estar pronto, de sempre haver alguma técnica a ser dominada, algum conhecimento a ser adquirido é sinal de que se está progredindo.

2 – Tenha clareza de sua missão

Uma missão pessoal ou profissional clara lhe dá a segurança de que está percorrendo o caminho escolhido no início da viagem. Os desvios, atalhos são muitos, e, na maioria das vezes, atraentes. Podem tirá-lo do rumo facilmente. E o caminho que parecia curto rapidamente se mostra longo. Prefira o “caminho longo curto”(créditos para outro empreendedor que admiro). Isso lhe garante sua missão.

3 – Inscreva-se na Escola da Resiliência

Um sonho, um propósito não se cumpre sem quedas, sem tropeços, sem retrocessos, sem recomeços. Essa é a Escola da Resiliência. A que ensina a “absorver o golpe” mas não desistir de avançar. Ou, como vemos o bambu sob uma forte ventania, dobra a ponto de quebrar, mas rapidamente volta ao seu estado original. No mundo que vivemos, de mudanças intensas em intervalos de tempo cada vez menores, estou convencido de que esta é uma habilidade para ser cultivada diariamente e cada vez mais cedo (dica para os pais – leiam “Preciosos ensinamentos à família” na coluna da Rosely Sayão da revista Veja de 25/abr, edição 2579)

4 – Peça ajuda / ajude

Temos uma imagem, talvez mais a geração X e as anteriores, de que o empreendedor seja o “self-made man”, ou uma espécie de super-herói. Precisa saber criar, vender, influenciar, negociar, estabelecer parcerias estratégicas, resolver problemas complexos, motivar, se adaptar, planejar, inovar. Esses existem! Mas, são uma minoria. E que tiveram sucesso sozinhos?!! Uma parcela menor ainda. Dependemos uns dos outros. Mas não de todos. É preciso saber quais são suas fortalezas, suas deficiências, seus motivadores para saber a quem pedir ajuda. E ajudar a quem você pode fazer muita diferença. Quando essa troca envolve dinheiro, chamo isso de negócio bem-sucedido. Quando envolve outro empreendedor, chamo de sociedade.

5 – Tenha metas definidas

As metas são os marcos necessários para assegurar o progresso ao longo do caminho. Elas criam uma tensão saudável para seguirmos avançando. O balanço dos últimos 3 anos é positivo, mas as metas estão ainda por conquistar.

Talvez, para quem vê de fora, uma carreira de coach seja a transição para algo, uma ponte, uma alternativa enquanto outra opção não surge. No meu caso, tendo formação em Engenharia de Produção, MBA pelo MIT – Massachusetts Institute of Technology com carreira de quase 20 anos em grandes empresas nacionais e multinacionais, uma percepção assim faz sentido.

Afirmo que a carreira de coach é sim uma ponte: para o negócio de desenvolvimento de pessoas. Sempre acreditei que o melhor empresário é aquele que domina a entrega do seu produto/serviço.

Tendo alcançado mais de 70 clientes atendidos (pessoas) nos últimos 3 anos, minha escolha está consolidada.

ALEA JACTA EST! E estou dobrando a aposta! As metas dos próximos 5 anos foram devidamente calibradas nesta ordem de grandeza.

O novo ciclo se inicia neste mês de maio.

Garantias de sucesso? Poucas. Confiança do mercado? Conquistando. Falta de entendimento das pessoas próximas? Diminuindo. Alinhamento de propósito? 100%

Duc in Altum! É hora de avançar para águas mais profundas!

Eduardo Martins, sócio-fundador Gema – Talent at Work