Prudência

Quem nunca tomou uma decisão no “calor da emoção” e veio a se arrepender mais tarde?

Teria sido melhor não ter decidido naquele momento? Quem poderia ter sido consultado antes de tomar a decisão? Quais teriam sido as consequências?

Todas essas perguntas dizem respeito à virtude da Prudência, também considerada a guia de todas as outras virtudes que apresentamos nos meses anteriores: Magnanimidade, Humildade, Fortaleza, Autodomínio e Justiça.

Para praticar a Prudência, é necessária acima de tudo a boa vontade de realizar o bem. É essa virtude que nos faz tomar decisões acertadas e eficazes.

Talvez a sabedoria popular tenha criado uma falsa impressão sobre essa virtude, associando a pessoa prudente àquela que pensa demais, vê riscos demais e então acaba por não agir.

Alguém assim não é prudente, pois indecisão e falta de ação nada têm a ver com Prudência. Aliás, Hamlet, a peça de Shakespeare, é um bom exemplo do que o desejo obsessivo de certeza causa na hora de agir. Essa obra-prima de Shakespeare é uma verdadeira “tragédia” sobre a indecisão ou inação.

No exercício da Prudência devemos analisar os fatos à luz da razão, usar a régua moral para discernir o que é bom daquilo que não é. Nesse caso, as experiências vividas são uma fonte poderosa de consulta pois nos informam o que funcionou (deu bons frutos) e o que não funcionou (produziu consequências negativas) no passado. As lições da Escola da Vida nos guiam no caminho da escolha antes de partir para a ação.

Mais do que escolher, a Prudência quer nos levar a decidir. É para isso que nos serve esta virtude que é chamada de “a sabedoria da ação”. A raiz etimológica de Prudência refere-se ao verbo latim providere, que significa tanto prever como prover. Portanto, imaginar como será a realidade depois da ação, quais serão as possíveis consequências, tanto positivas quanto negativas, é parte da condução prudente.

Pedir conselhos a pessoas experientes que têm conhecimento de causa sobre o assunto em questão, que nos conheçam e queiram bem, que sejam capazes de nos contradizer se preciso for, é prática de quem quer tomar boas decisões.

Mas, antes de ir para a ação, cabe avaliar os prós e contras das soluções alternativas e as consequências que podem derivar da decisão a ser tomada. Refletir antes de decidir nos dá uma vantagem significativa pois trabalhamos a partir de um objetivo claro. Assim se evita agir por precipitação ou impulso.

Por outro lado, quando a decisão está tomada, devemos agir com rapidez. Deixar para amanhã o que já foi decidido é dissipar tempo precioso que nunca mais retornará.

É por isso que a pessoa prudente toma riscos e frequentemente o faz com coragem e audácia.

Porém, mesmo uma decisão tomada de forma prudente pode resultar em erros. Isso não significa que foi uma má decisão. Mas, certamente será fonte de aprendizado para fortalecer ainda mais a capacidade de decisão no futuro.

Como diz Peter Drucker, “ninguém aprende, senão cometendo erros”.

Portanto, o líder prudente não deve ser julgado baseando-se nos resultados de algumas de suas decisões, mas sim pela totalidade dos resultados obtidos durante a sua liderança.

Estamos caminhando para o final do ano, momento em que fazemos um balanço dos objetivos alcançados, do resultado das nossas decisões.

Se novamente passaremos pelo exercício de definir RESOLUÇÕES para o novo ano, não seria PRUDENTE começar com alguma antecedência, refletindo sobre o que avançamos até aqui na vida pessoal e profissional, aconselhando-nos com pessoas experientes, calibrando nossa missão de vida, pesando prós e contras das alternativas que temos?

Será que assim aumentaremos as chances das RESOLUÇÕES para o novo ano se tornarem DECISÕES que começaremos a implementar a partir de 1o DE JANEIRO?

Que tal experimentar?

Desejamos um dezembro de muita Prudência. Conte conosco no seu planejamento para 2019.

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