Qual é sua melhor versão?

Atualmente um assunto recorrente em encontros entre amigos ou eventos sociais é a série que se está assistindo. Seja do Netflix, NOW, Amazon Prime, Apple TV ou GloboPlay, eis um poderoso concorrente à navegação no celular para focar nossa atenção em quem está falando.

Já faz tempo que o celular “senta” à mesa do restaurante, “assiste” cinema, “vai” ao barbeiro/ cabeleireiro, é “convidado” para todas as festas. O aparelho já virou uma extensão do nosso corpo, para o bem e para o mal. Igual aos brasileiros, só os chineses! Confiram a seguir matéria sobre a intensidade do uso do celular no Brasil, veiculada recentemente em um canal de televisão.

Qual será o ingrediente das séries que é capaz de fazer frente ao campeão nacional da nossa atenção?

Contação de histórias, ou melhor, storytelling, para usar um termo “millenial”.

Crianças, adolescentes, jovens, adultos, somos apaixonados por estórias. Está no nosso DNA! Mas, não há “tela” mais poderosa do que um outro ser humano comunicando um enredo carregado de emoções.

Por que será então que ouvimos tão pouco as histórias ou estórias uns dos outros? Porque as contamos mal! E o nosso concorrente, o celular, tem um arsenal imbatível: fotografias bem editadas, vídeos curtos, mensagens em texto ou em voz, e uma variedade que faz parecer que o mundo cabe mesmo na palma da mão.

Se você não contar muito bem a sua história ou estória, adeus ATENÇÃO!

Para não tratar de habilidades de narrativa, falemos de conteúdo.

Qual é sua melhor versão? Aquela história única, construída pela combinação singular dos seus talentos, resultado dos seus sucessos e tropeços, carregada de capítulos de alegria, tristeza, vitórias, retrocessos, superação, enganos, acertos…

Não é assim o seu enredo?!! Então desafio-o(a) a olhar 5, 10, 15, 20 anos para trás (dependendo de sua idade). Duvido que você não encontre vários desses elementos na sua trajetória pessoal ou profissional.

Concordo que sua história ainda esteja em construção, e talvez possa parecer estranho contar uma história que ainda não se encerrou. Mas saiba que a compreensão do passado nos dá valiosos inputs para viver melhor o presente e, sem dúvida nenhuma, projetar o futuro.

No texto “Qual é sua missão“, falamos sobre a importância de se ter uma missão para a maior realização pessoal. Para efeitos comparativos, entenda a missão como o capítulo final de uma temporada de uma série. A estória não termina ali necessariamente, mas muita coisa tem que acontecer para se chegar aquele desfecho.

Como então desenvolver a sua história, a sua melhor versão?

Como um bom diretor de cinema, você vai precisar de bastante criatividade, intuição e atenção aos insights vindos das mais variadas fontes (natureza, pessoas, seu interior – pensamentos, emoções –, acontecimentos em geral). É este vasto material que lhe dará dicas preciosas para cada cena seguinte. E o enredo vai ficando cada vez mais claro à medida que a sua vivência é congruente com a missão que está perseguindo.

Os passos são dados com maior firmeza, os obstáculos enfrentados com maior coragem, as metas alcançadas com mais gosto. E aquela história que parecia impossível na primeira “filmagem” fica cada vez mais provável, até se tornar inevitável. O tempo confirmará!

Você se torna um excelente contador da sua história, porque a vive dia-a-dia com clareza de propósito. Cada cena é pensada antes e planejada com antecedência. Sua execução, não raras vezes, sai até melhor do que o script.

Você naturalmente se apaixona pela sua história.

E a sua platéia? Bem, igual à sua história eles não vão escutar de mais ninguém. Resta a você dar aquele tom de exclusividade, ou contar em pequenos capítulos a cada encontro. Afinal, nosso span máximo de atenção beira atualmente os 20 minutos, aquele tempo que os palestrantes do TED Talk  têm para dar a “palestra de suas vidas”.

Se viver sua melhor versão é o que você deseja, há um primeiro desafio pela frente.

Intelectual? Não.

Físico? Não.

Financeiro? Não.

Comportamental!

Quanto tempo você passa off-line, acessando seu conteúdo exclusivo? Com que disciplina faz isso?

Das respostas a essas perguntas depende sua habilidade de trazer à realidade sua melhor versão. Mas, é melhor deixar esse assunto para o próximo artigo. Sem spoilers! Será que teremos sua atenção até lá?

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